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08/02/2011 21h45
O Raul
O Raul
(Texto de Max Gehringer - CBN)

Durante minha vida profissional, eu topei com algumas figuras cujo sucesso surpreende muita gente. Figuras sem um vistoso currículo acadêmico, sem um grande diferencial técnico, sem muito networking ou marketing pessoal. Figuras como o Raul.
Eu conheço o Raul desde os tempos da faculdade. Na época, nós tínhamos um colega de classe, o Pena, que era um gênio. Na hora de fazer um trabalho em grupo, todos nós queríamos cair no grupo do Pena, porque o Pena fazia tudo sozinho. Ele escolhia o tema, pesquisava os livros, redigia muito bem e ainda desenhava a capa do trabalho - com tinta nanquim.
Já o Raul nem dava palpite. Ficava ali num canto, dizendo que seu papel no grupo era um só, apoiar o Pena. Qualquer coisa que o Pena precisasse, o Raul já estava providenciando, antes que o Pena concluísse a frase.
Deu no que deu.
O Pena se formou em primeiro lugar na nossa turma. E o resto de nós passou meio na carona do Pena - que, além de nos dar uma colher de chá nos trabalhos, ainda permitia que a gente colasse dele nas provas. No dia da formatura, o diretor da escola chamou o Pena de 'paradigma do estudante que enobrece esta instituição de ensino'.
E o Raul ali, na terceira fila, só aplaudindo.
Dez anos depois, o Pena era a estrela da área de planejamento de uma multinacional. Brilhante como sempre, ele fazia admiráveis projeções estratégicas de cinco e dez anos. E quem era o chefe do Pena? O Raul.
E como é que o Raul tinha conseguido chegar àquela posição? Ninguém na empresa sabia explicar direito. O Raul vivia repetindo que tinha subordinados melhores do que ele, e ninguém ali parecia discordar de tal afirmação.
Além disso, o Raul continuava a fazer o que fazia na escola, ele apoiava. Alguém tinha um problema? Era só falar com o Raul que o Raul dava um jeito.  Meu último contato com o Raul foi há um ano. Ele havia sido transferido para Miami, onde fica a sede da empresa.
Quando conversou comigo, o Raul disse que havia ficado surpreso com o convite. Porque, ali na matriz, o mais burrinho já tinha sido astronauta. E eu perguntei ao Raul qual era a função dele. Pergunta inócua, porque eu já sabia a resposta. O Raul apoiava. Direcionava daqui, facilitava dali, essas coisas que, na teoria, ninguém precisaria mandar um brasileiro até Miami para fazer.
Foi quando, num evento em São Paulo, eu conheci o Vice-presidente de recursos humanos da empresa do Raul. E ele me contou que o Raul tinha uma habilidade de valor inestimável:... ELE ENTENDIA DE GENTE!
Entendia tanto que não se preocupava em ficar à sombra dos próprios subordinados para fazer com que eles se sentissem melhor, e fossem mais produtivos.
E, para me explicar o Raul, o vice-presidente citou Samuel Butler, que eu não sei ao certo quem foi, mas que tem uma frase ótima: “Qualquer tolo pode pintar um quadro, mas só um gênio consegue vendê-lo". Essa era a habilidade aparentemente simples que o Raul tinha, de facilitar as relações entre as pessoas. Perto do Raul, todo comprador normal se sentia um expert e todo pintor comum, um gênio. Essa era a principal competência dele.
'Há grandes Homens que fazem com que todos se sintam pequenos. Mas, o verdadeiro Grande Homem é aquele que faz com que todos se sintam Grandes".

Publicado por Kate Weiss em 08/02/2011 às 21h45
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28/08/2010 20h49
A "volatilidade" das palavras



Outras palavras
Autoria de Guilherme Bryan 

Muito interessante e divido com vocês:


[ Sucesso recente de canções como "Shimbalaiê", de Maria Gadú, mostra a vitalidade da MPB em criar palavras que não existem]

Odara, drão, platinela, baticum, batumaré, ilariê, ho ba la la, periba, blésq, plunct, aserejé, avohai, mironga. Algumas das inúmeras palavras criadas na música popular brasileira não possuem qualquer significado aparente e são repetidas exaustivamente pelos ouvintes, repercutem na mídia e nas redes sociais da internet. Os casos mais recentes são "Tchubirundu", do cantor de reggae Armandinho, e "Shimbalaiê", título da canção de Maria Gadú, incluída na trilha musical da novela Viver a Vida, da rede Globo. Não se trata de onomatopeias (palavras que tentam imitar os sons) ou formas reduzidas de palavras e expressões já existentes. É antes uma espécie de idioleto musical, uma ocorrência individualizada de linguagem, um neologismo sem significado necessário. Algo próximo do que Moraes Moreira, Luiz Galvão e Pepeu Gomes definiram, numa canção dos Novos Baianos, como sendo a "linguagem do alunte", título também de disco de 1974:
"Palavra nova que dispensa explicação
Pra lá, muito pra lá de alucinação
Ter quer dizer nada".

- Quando componho, os fonemas, os sons e as sílabas vêm natural e intuitivamente. Assim, crio palavras novas. É claro que existe um trabalho mental e lógico para encaixar as palavras e os conteúdos que queremos expressar. Mas as novas expressões também podem traduzir melhor um sentimento - explica Mallu Magalhães.

"Shimbalaiê", tema da novela das 8 cantado por Maria Gadú: idioleto musical  Odara, drão, platinela, baticum, batumaré, ilariê, ho ba la la, periba, blésq, plunct, aserejé, avohai, mironga. Algumas das inúmeras palavras criadas na música  popular brasileira não possuem qualquer significado aparente e são repetidas exaustivamente pelos ouvintes, repercutem na mídia e nas redes sociais da internet.
Os casos mais recentes são "Tchubirundu", do cantor de reggae Armandinho, e "Shimbalaiê", título da canção de Maria Gadú, incluída na trilha musical da novela Viver  a Vida, da rede Globo. Não se trata de onomatopeias (palavras que tentam imitar os sons) ou formas reduzidas de palavras e expressões já existentes. É antes uma  espécie de idioleto musical, uma ocorrência individualizada de linguagem, um neologismo sem significado necessário. Algo próximo do que Moraes Moreira, Luiz Galvão  e Pepeu Gomes definiram, numa canção dos Novos Baianos, como sendo a "linguagem do alunte", título também de disco de 1974:  "Palavra nova que dispensa explicação 
Pra lá, muito pra lá de alucinação
Ter quer dizer nada".
- Quando componho, os fonemas, os sons e as sílabas vêm natural e intuitivamente. Assim, crio palavras novas. É claro que existe um trabalho mental e lógico para  encaixar as palavras e os conteúdos que queremos expressar. Mas as novas expressões também podem traduzir melhor um sentimento - explica Mallu Magalhães.

Criação particular
No primeiro e homônimo CD gravado por ela em 2008, há palavras como "tchubaruba", que ela garante ser uma expressão sonora que carrega sensação de alegria, tranquilidade  e outros sentimentos bons.  A cantora e compositora cita como referência na criação de palavras o sambista Moreira da Silva, que, em meio à descrição de uma partida de baralho, em Jogando  com  o Capeta, parceria com Ribeiro Cunha, solta um "vargo" e uma "solinge".
Outras fontes de inspiração seriam as canções compostas e/ou interpretadas por Bezerra da Silva, como A Gíria É a Cultura do Povo, em que o intérprete e compositor  apresenta, entre outras expressões saídas das ruas, "vagabau" e "gbo".
O pesquisador musical Rodrigo Faour acredita que articulações vocabulares como essas - de significantes não raro vazios de significados - sejam parte de uma tradição  criativa comum ao ramo musical.
- Muitas combinações de notas musicais sugerem sons de palavras e isso acaba sendo um estímulo para alguns compositores, mesmo antes de criarem letras para suas  canções. Aí certos improvisos podem virar partes da letra propriamente dita. Não há muito que teorizar em cima disso. É pura criatividade mesmo - aposta Faour.

Articulações da fala
Luiz Tatit, compositor do grupo Rumo e professor do Departamento de Linguística da Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas da Universidade de São Paulo,  acha que o fenômeno indica a força do papel da fala na composição musical brasileira.
- Qualquer canção, na medida em que tem letra e melodia, é muito vinculada à nossa fala cotidiana. Muitas vezes, na conversa, criamos expressões inexistentes, até  para fazer uma graça ou brincar com alguém. Só que nós falamos e não repetimos mais, porque vira uma criação muito particular daquele momento ou circunstância -  analisa Tatit.
Numa canção, no entanto, o processo é mais perene, diz Tatit.
- Na canção, uma mera criação de circunstância é gravada, repetida sempre do mesmo jeito e, então, eterniza-se como meio de expressão no seio da cultura. Muitas  vezes, essa criação não tem nem uso, só faz sentido na canção e, por isso, não pode ser incorporada ao dicionário - afirma ele.

Tradição mundial
Para Tatit, os cantores e compositores Arnaldo Antunes e Lenine são "um prato cheio" de invenções de palavras e da mescla de uma palavra com outra, formando uma  terceira. Lenine é autor de, entre outras, "platinela", em Jackson do Pandeiro; e da brincadeira "lô" de "Eu tô lá e lô", da canção Lá e Lô. Já Arnaldo Antunes demonstra  a influência concretista em invenções que nada mais são do que junções de sílabas, caso de "guapu" e "ruvu", de Um Pé de Quê?, parceria com Kassin.
O crítico e pesquisador musical Tárik de Souza recorda outras expressões como "sacudin", de Jorge Benjor, e concorda com o fato de ser esse um fenômeno mundial,  relembrando "uah-bap-lu-bap-hah-béin-bum", do norte-americano Little Richard, que deu título a um disco do brasileiro Raul Seixas; "sha-ba-da-ba-dás", espalhados  no mundo todo pelo doo-wop e pelo rhythm & blues. Porém, para ele a explicação para a invenção de tantas palavras pode ser ainda mais trivial:  - Há a necessidade da invenção, que é inerente à arte. Vide Guimarães Rosa, que criou quase uma "novilíngua" - diz Tárik.
Um dos maiores mestres na arte de brincar com palavras é Tom Zé, que se autodenomina "carpintor", misto de carpinteiro e pintor. Ele trouxe para a música brasileira,  entre outras, "desenrock-se" e "unimultiplicidade", que deram título às respectivas canções; "desinvernou" e "dia-diou", de A Moreninha; "quitiquirá" e "pande que  chó", da música Yamanduzório, parceria com Gilberto Assis; "zabumbá", "corisca", "ciençá", todas de Xiquexique, composta com José Miguel Wisnik.
Mallu Magalhães e o sucesso da canção "Tchubaruba": expressão carregada de "alegria e bons sentimentos"
Em 2006, Wisnik realizou o disco Danç-Êh-Sá, que tem o subtítulo "Pós-Canção/Dança dos Herdeiros do Sacrifício/7 Caymianas para o Fim da Canção". No encarte, o disco
é definido como um CD cantado sem palavras.  - Desde as primeiras canções, eu faço essas brincadeiras, que se devem à minha educação, antes da escola, no berçário, com os preceptores babás que viviam brincando  com a língua, como se fossem provençais, com "É um dia, é um dado, é um dedo / Chapéu de dedo é didal". Então fui bilíngue na infância e aprendi com o povo do interior  da Bahia a ter liberdade com a língua. Também sempre tive a prática de conjugar substantivos e substantivar verbos, que é possível traduzir sem precisar eu dar
explicação.
Estou aqui brincando de dar explicação por se tratar do próprio assunto - reflete Tom Zé.

Impublicável

Os motivos para a criação de novas palavras na música podem ser inúmeros, inclusive políticos. A censura, que vigorou no Brasil de 1964 a 1988, levou muitos compositores  a encontrarem subterfúgios para tratar na canção de temas não permitidos. Foi o que aconteceu com "A Tonga da Mironga do Kabuletê", composta por Vinicius de Moraes  e Toquinho em 1970, brincadeira que, por não ser compreensível, deixou muita gente apreensiva.
De acordo com o Aurélio, "tonga" pode ser uma palavra angolana para "terra a ser lavrada" ou "lavoura". No candomblé e na macumba, "mironga" é "feitiço, sortilégio"  e bruxedo"; e cabuleté", "indivíduo reles, desprezível e vagabundo". Porém, o próprio Toquinho conta como nasceu a canção:
- A baiana Gesse, mulher de Vinicius na época, um dia chegou dizendo que ouvira no mercado uma expressão em Nagô: "Na songa da mironga do kabuletê". É um xingamento que, traduzido, fica impublicável. É uma expressão com uma sonoridade musical e a situação política do país ensejava que mandássemos muita gente para tonga da mironga do kabuletê. Trocamos "songa" por "tonga" por uma questão de ajuste sonoro em relação à melodia - explica o compositor.
Com relação à razão para tantas palavras surgirem na música brasileira, Toquinho explica: - A língua portuguesa é vasta em sinônimos e neologismos. A poesia aceita as formas mais variadas de expressões populares. Afinal, a música é arte essencialmente popular e a poesia que a completa reflete essa condição - avalia.

Neologismos

Já quanto ao surgimento dessa prática na música brasileira, é difícil localizar, mas Tárik de Souza arrisca o início do século 20, quando, no selo Zon-O-Phone,  da casa Edison, o cantor Bahiano, famoso por "Pelo Telefone", considerado por muitos o primeiro samba gravado no país, já registrara temas como "Bolimbolacho", utilizando corruptelas e expressões não dicionarizadas.

Como "proesia", muitas palavras e expressões que surgem nas canções podem ter o sentido facilmente compreendido pelo ouvinte. São genuínos neologismos. Esse é o caso de "parabolicamará", que deu título à canção e ao disco de Gilberto Gil, autor também de "incabível", o que não cabe, da canção Metáfora. É também o caso de "avohai", que Zé Ramalho escolheu para dar título a uma canção que homenageia o avô, que o criou e, portanto, foi seu avô-pai.
Outras Palavras, composta por Caetano Veloso em 1981, é provavelmente a canção brasileira com mais palavras inventadas. Ali estão "deslinda-se", "parafins", "gatins", "alphaluz", sexonhei", "ouraxê", "palávoras", "driz", "okê", "projeitinho", "imanso", "ciumortevida", "vivavid", "lambetelho", "frúturo", "orgasmaravilha-me", "homenina", "nel", "paraís" e "felicidadania". Já "odara", título de outra canção do compositor, vem da palavra Iorubá, "dara", que significa "belo".

Mais invenções

Arnaldo Antunes criou "swingnifica" "signifinca" e "signifixa" em O Que Swingnifica Isso?. Outras criações dele, no grupo Tribalistas, são "carnavália", "corasamborim" e "carnalismo". Integrante do mesmo grupo, junto com Marisa Monte, Carlinhos Brown também é um inventor de palavras. Do vocabulário que criou, fazem parte "periba", de Meia-Lua Inteira"; "frases ventias", que dá título a uma canção; "auauê zu êzon", de Pegadas na Areia; "saloba", de Cavalo da Simpatia; e "proesia", junção de prosa e poesia, de "Garoa 8.0".
O pesquisador Rodrigo Faour acrescenta à lista de novas palavras da MPB certos neologismos como "patu", de Erasmo Carlos, "fullgás", de Marina Lima e Antonio Cícero, "requenguela", de Martinho da Vila; e "Bigorrilho", sucesso de Jorge Veiga.
Já outras palavras podem ser simplesmente apelidos ou modos carinhosos de se referir a uma pessoa, mas que, por não serem explicadas na canção, ganham novos significados por parte dos ouvintes.


Fonte:

Publicado por Kate Weiss em 28/08/2010 às 20h49
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16/01/2007 20h32
Enigma
Enigma

Não se iluda quem me lê,
achando que decifrou minha vida
ou minh'alma poética.
O que escrevo é, muitas vezes,
minha memória genética.
Kate Weiss

Publicado por Kate Weiss em 16/01/2007 às 20h32
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07/06/2006 16h46
OLá. boa tarde - 07.06.06
Olá , boa tarde,

Ontem meu irmão Milton me mandou este texto, adorei, e estou repartindo com você que eventualmente me lê
deixo um carinhoso abraço.

Se voce ainda não sabe qual é a sua verdadeira vocação, imagine a seguinte cena:

Você está olhando pela janela, não há nada de especial no céu, somente algumas nuvens aqui e alí... aí chega alguém que também não tem nada para fazer e pergunta:

- Será que vai chover hoje ?

- Se você responder \"com certeza\"... a sua área é Vendas:
o pessoal de Vendas é o único que sempre tem certeza de tudo.

- Se a resposta for \"sei lá, estou pensando em outra coisa\"... então a sua area é Marketing:
o pessoal de Marketing está sempre pensando no que os outros não estão pensando.

- Se você responder \"sim há uma boa probabilidade\"... você é da área de Engenharia:
o pessoal da Engenharia está sempre disposto a transformar o universo em números.

- Se a resposta for \"depende\"... você nasceu para Recursos Humanos:
uma área em que qualquer fato sempre estará na dependência de outros fatos.

- Se você responder \"ah, a meteorologia diz que não\"... você é da área de Contabilidade:
o pessoal da Contabilidade sempre confia mais nos dados no que nos próprios olhos.

- Se a resposta for \"sei lá, mas por via das dúvidas eu trouxe um guarda-chuvas\":
então seu lugar é na área Financeira que deve estar sempre bem preparada para qualquer virada de tempo.

Agora, se você responder \"não sei\"... há uma boa chance que você tenha uma carreira de sucesso e acabe chegando a diretoria da empresa.

De cada 100 pessoas, só uma tem a coragem de responder \"não sei\" quando não sabe.

Os outros 99 sempre acham que precisam ter uma resposta pronta, seja ela qual for, para qualquer situação.

\"Não sei\" é sempre uma resposta que economiza o tempo de todo mundo, e pré-dispõe os envolvidos a conseguir dados mais concretos antes de tomar uma decisão.

Parece simples, mas responder \"não sei\" é uma das coisas mais difíceis de se aprender na vida corporativa. Por quê? Eu sinceramente \"não sei\".

MAX GEHRINGER - Revista Exame

Publicado por Kate Weiss em 07/06/2006 às 16h46
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12/02/2006 21h41
Boa noite
"Aprendi com as
primaveras, a
deixar-me cortar e a
voltar sempre inteira".

Cecília Meireles

Publicado por Kate Weiss em 12/02/2006 às 21h41
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